Olá pessoal, eu sou o Denílson, estudo no IFCE (Instituto Federal do Ceará) e agora eu pretendo mostrar um pouco de como é a vida de uma pessoa que estuda em um IF. Irei mostrar aqui os pontos bons e ruins de estudar lá, e claro que teremos também fatos superengraçados que sempre acontece. Não irei citar nomes de professores ou alunos, somente dos mais próximos, e espero que eu goste de fazer isso, e vocês de ler os post. Aqui abaixo tem os links das minhas redes sociais. Se você estuda em um IF, é só falar lá que eu dou o famoso "sigo de volta" no Instagram. Valeu Guys
Instagram: instagram.com/dennipereira
Vida de um IFiano
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Poemas
Correspondências - Charles
Baudelaire (França, 1857)
A natureza é um templo onde vivos pilares
Podem deixar ouvir confusas vozes: e estas
Fazem o homem passar através de florestas
De símbolos que o vêem com olhos familiares
Como os ecos além confundem seus rumores
Na mais profunda e mais tenebrosa unidade,
Tão vasta como a noite e com a claridade,
Harmonizam-se os sons, os perfumes e as cores.
Perfumes frescos como carnes de criança
Ou oboés de doçura ou verdejantes ermos
E outros ricos, triunfais e podres na fragrância
Que possuem a expansão do universo sem termos
Como o sândalo, o almíscar, o benjoim e o incenso
Que cantam dos sentidos o transporte imenso.
Chorai Arcadas - Camilo Pessanha
Chorai, arcadas
Do violoncelo,
Convulsionadas.
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos.
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro.
Que ruínas, ouçam...
Se se debruçam,
Que sorvedouro!
Lívidos astros,
Soidões lacustres...
Lemes e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!
Urnas quebradas.
Blocos de gelo!
Chorai, arcadas
Do violoncelo,
Despedaçadas...
Morte - Cruz e Sousa
Oh! que doce tristeza e que ternura
No olhar ansioso, aflito dos que morrem…
De que âncoras profundas se socorrem
Os que penetram nessa noite escura!
Da vida aos frios véus da sepultura
Vagos momentos trêmulos decorrem…
E dos olhos as lágrimas escorrem
Como faróis da humana Desventura.
Descem então aos golfos congelados
Os que na terra vagam suspirando,
Com os velhos corações tantalizados.
Tudo negro e sinistro vai rolando
Báratro a baixo, aos ecos soluçados
Do vendaval da Morte ondeando, uivando…
A natureza é um templo onde vivos pilares
Podem deixar ouvir confusas vozes: e estas
Fazem o homem passar através de florestas
De símbolos que o vêem com olhos familiares
Como os ecos além confundem seus rumores
Na mais profunda e mais tenebrosa unidade,
Tão vasta como a noite e com a claridade,
Harmonizam-se os sons, os perfumes e as cores.
Perfumes frescos como carnes de criança
Ou oboés de doçura ou verdejantes ermos
E outros ricos, triunfais e podres na fragrância
Que possuem a expansão do universo sem termos
Como o sândalo, o almíscar, o benjoim e o incenso
Que cantam dos sentidos o transporte imenso.
Chorai Arcadas - Camilo Pessanha
Chorai, arcadas
Do violoncelo,
Convulsionadas.
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos.
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro.
Que ruínas, ouçam...
Se se debruçam,
Que sorvedouro!
Lívidos astros,
Soidões lacustres...
Lemes e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!
Urnas quebradas.
Blocos de gelo!
Chorai, arcadas
Do violoncelo,
Despedaçadas...
Morte - Cruz e Sousa
Oh! que doce tristeza e que ternura
No olhar ansioso, aflito dos que morrem…
De que âncoras profundas se socorrem
Os que penetram nessa noite escura!
Da vida aos frios véus da sepultura
Vagos momentos trêmulos decorrem…
E dos olhos as lágrimas escorrem
Como faróis da humana Desventura.
Descem então aos golfos congelados
Os que na terra vagam suspirando,
Com os velhos corações tantalizados.
Tudo negro e sinistro vai rolando
Báratro a baixo, aos ecos soluçados
Do vendaval da Morte ondeando, uivando…
Contexto Histórico
Agora, galera, vamos ver um pouco do que acontecia por trás do Simbolismo, ou seja, vamos ver a situação em que a população passava e o que motivou os autores a divulgar suas obras com o fim proposto pelo simbolismo.
O fim do século XIX foi profundamente marcado pelo avanço científico e a corrida desenfreada do capitalismo industrial em busca da tecnologia e matéria-prima. Era também a busca de novas tendências e caminhos, apesar de haver um certo pessimismo com relação ao século vindouro, e o Brasil passou por mudanças expressivas dentro de sua estrutura política, econômica e social. A abolição da escravatura (1888) não assegurou o direito de igualdade e civilidade aos negros, acentuando o problema da miséria no país. Revoltas como a "A guerra de Canudos" e a "Revolta da Armada" refletiam o descontentamento com as condições sociais vigentes. O império decadente deu lugar a uma república (1889) que favorecia diretamente o sudeste do Brasil, com a política do "café-com-leite" (domínio alternado de presidentes mineiros e paulistas). As cidades, com seus centros culturais e comerciais aos moldes da Europa (principalmente de Paris), se preocupavam com o inchaço de suas periferias, onde estava a miséria dos negros livres e das massas de imigrantes, provenientes principalmente da Europa e Japão, e que surgiram para mudar o perfil do povo brasileiro, principalmente no sul do país. A industrialização, ainda em estado fetal, e a cultura à moda francesa da elite contrastavam com uma nação tipicamente rural e analfabeta que enfrentava os horrores das pestes e epidemias como a febre amarela, dizimando milhares de pessoas.
O fim do século XIX foi profundamente marcado pelo avanço científico e a corrida desenfreada do capitalismo industrial em busca da tecnologia e matéria-prima. Era também a busca de novas tendências e caminhos, apesar de haver um certo pessimismo com relação ao século vindouro, e o Brasil passou por mudanças expressivas dentro de sua estrutura política, econômica e social. A abolição da escravatura (1888) não assegurou o direito de igualdade e civilidade aos negros, acentuando o problema da miséria no país. Revoltas como a "A guerra de Canudos" e a "Revolta da Armada" refletiam o descontentamento com as condições sociais vigentes. O império decadente deu lugar a uma república (1889) que favorecia diretamente o sudeste do Brasil, com a política do "café-com-leite" (domínio alternado de presidentes mineiros e paulistas). As cidades, com seus centros culturais e comerciais aos moldes da Europa (principalmente de Paris), se preocupavam com o inchaço de suas periferias, onde estava a miséria dos negros livres e das massas de imigrantes, provenientes principalmente da Europa e Japão, e que surgiram para mudar o perfil do povo brasileiro, principalmente no sul do país. A industrialização, ainda em estado fetal, e a cultura à moda francesa da elite contrastavam com uma nação tipicamente rural e analfabeta que enfrentava os horrores das pestes e epidemias como a febre amarela, dizimando milhares de pessoas.
Curiosidades
Tudo no mundo tem suas curiosidades e é claro que o Simbolismo não ia ficar sem pelo menos uma. Vamos lá:
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- O simbolismo não é considerado em si uma escola literária;
- Fizeram um filme em homenagem a Cruz e Souza, também conhecido como “Dante Negro”. O nome do filme é Cruz e Sousa — O Poeta do Desterro, de Sylvio Back;
- Na Europa, o simbolismo teve muito mais destaque do que o Parnasianismo. Aqui no Brasil, não foi assim. O Parnasianismo foi bastante valorizado pelas camadas cultas da sociedade até os primeiros anos do século XX, chamando muito mais atenção do que o Simbolismo. Mesmo assim, o Simbolismo nos deixou obras e escritores muito significativos;
- Cruz e Sousa sofreu muito com o preconceito racial. Os pais deste eram negros e escravos. Foram alforriados por seu senhor, o coronel (depois marechal) Guilherme Xavier de Sousa, de quem João da Cruz recebeu o último sobrenome e a proteção.
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Autores e Obras do Simbolismo no Brasil
Nesse post mostrarei alguns autores de grande destaque no Simbolismo brasileiro, juntamente com suas respectivas obras. Temos:
- Cruz e Souza: Nasceu em 24 de novembro de 1861, em Florianópolis (SC). Era filho de ex-escravos e ficou sob a proteção dos antigos proprietários de seus pais, após receberem alforria. Por este motivo, recebeu uma educação exemplar no Liceu Provincial de Santa Catarina. Além disso, o sobrenome Sousa é advindo do ex-patrão, o marechal Guilherme Xavier de Sousa, o que demonstra o afeto do mesmo para com os pais do futuro autor. Obras: Tropos e Fantasias; Missal e Broquéis; Evocações (prosa); Faróis; Últimos Sonetos.
- Augusto dos Anjos: Nasceu em 28 de abril de 1884, no Engenho do Pau d’Arco (PB). Seus pais eram proprietários de engenhos. Foi educado pelo próprio pai até ao período antecedente à faculdade. Formou-se em Direito no Recife, contudo, nunca exerceu a profissão. Criado envolto aos livros da biblioteca do pai, era dedicado às letras desde muito cedo. Ainda adolescente, o poeta publicava poesias para o jornal “O Comércio”, as quais causavam muita polêmica, por causa dos poemas era tido como louco para alguns e era elogiado por outros. Na Paraíba, foi chamado de “Doutor Tristeza” por causa de suas temáticas poéticas. Obras: Saudade (poema); Eu e Outras Poesias; Psicologia de um vencido; Versos íntimos.
- Alphonsus de Guimarães: Escritor brasileiro nascido em Ouro Preto, estado de Minas Gerais, representante do Simbolismo e cuja obra foi marcada pela presença da lembrança da noiva Constança, que morreu às vésperas do casamento. Filho de Bernardo de Guimarães, iniciou-se no curso de Engenharia de sua cidade, mas não o concluiu, por levar vida boêmia e um tanto devassa. Conseguiu terminar um curso de ciências jurídicas e transferiu-se para São Paulo, onde cursou a Faculdade de Direito e se dedicou ao jornalismo. Obras:
Kyriale; Câmara Ardente; Centenário das Dores de Nossa Senhora; Dona Mística; Pauvre Lyre; Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte, depois conhecido com o título Poesias; Mendigos (prosa).
Características
Hey Galera, voltamos! Agora iremos falar sobre as características desse movimento que atingiu várias áreas da arte, que foi o Simbolismo. Temos como principais características. O
Simbolismo surge no final do século XIX como movimento de retomada de alguns
ideais do Romantismo, bem como de oposição ao Parnasianismo, Naturalismo,
correntes literárias apreciadas pela elite social. Apesar disso, conserva
algumas peculiaridades parnasianas, como a estrutura dos versos, o vasto uso do
soneto, e a preciosidade no vocabulário. Sua poesia, no entanto, vai mais além.
Há a constante busca de uma linguagem mais rica, repleta de novas palavras, com
o emprego de novos ritmos que associem de forma harmoniosa a poesia à música,
explorando muito o uso da sinestesia, das aliterações, ecos e assonâncias. Obeservem esse pontos:
- Misticismo e espiritualismo – A fuga da realidade leva o poeta simbolista ao mundo espiritual. É uma viagem ao mundo invisível e impalpável do ser humano. Uso de vocabulário litúrgico: antífona, missal, ladainha, hinos, breviários, turíbulos, aras, incensos;
- Falta de clareza – Os poetas achavam que era mais importante sugerir elementos da realidade, sem delineá-los totalmente. A palavra é empregada para ter valor sonoro, não importando muito o significado;
- Subjetivismo – A valorização do “eu” e da “irrealidade”, negada pelos parnasianos, volta a ter importância;
- Musicalidade – Para valorizar os aspectos sonoros das palavras, os poetas não se contentam apenas com a rima. Lançam mão de outros recursos fonéticos tais como:
1. Aliteração – Repetição seqüencial de sons consonantais. A sequência de palavras com sons parecidos faz que o leitor menospreze o sentido das palavras para absorver-lhes a sonoridade. É o que ocorre nos versos seguintes, de Cruz e Sousa:
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpia dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes,
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
(Violões que Choram)
2. Assonância – É a semelhança de sons entre vogais de palavras de um poema;
- Sinestesia – Os poetas, tentando ir além dos significados usuais das palavras, terminam atribuindo qualidade às sensações. As construções parecem absurdas e só ganham sentido dentro de um contexto poético. Vejamos algumas construções sinestésicas: som vermelho, dor amarela, doçura quente, silêncio côncavo;
- Cor branca – Principalmente Cruz e Sousa tinha preferência por brancuras e transparências;
- Maiúsculas no meio do verso – Os poetas tentam destacar palavras grafando-as com letra maiúscula;
Em breve voltaremos...
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Simbolismo? O que foi isso?
Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre o Simbolismo e agora, talvez, esteja se perguntando: O que é isso? O que foi isso? Bem, sem mais delongas vamos ao que interessa. O simbolismo foi um movimento que se desenvolveu nas artes plásticas,
teatro e literatura. Surgiu na França, no final do século XIX, em
oposição ao Naturalismo e ao Realismo e ao Positivismo da época. Movido
pelos ideais românticos, estendendo suas raízes à literatura, aos palcos
teatrais, às artes plásticas. Pode-se
dizer que o precursor do movimento, na França, foi o poeta francês
Charles Baudelaire com "As Flores do Mal", ainda em 1857.
Mas só em 1881 a nova manifestação é rotulada, com o nome decadentismo,
substituído por Simbolismo em manifesto publicado em 1886.
Capa "As Flores do Mal" de Charles Baudelaire
(Versão Português-Brasil)
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